A Casa Branca renovou nesta terça-feira (9) sua retórica de advertência a Brasília em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que o governo americano “não tem medo de usar o poder econômico e militar” dos Estados Unidos para “proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, posicionamento que coincide com medidas já tomadas contra autoridades brasileiras.
Desde julho, os EUA impuseram uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras e aplicaram sanções ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por conduzir o processo contra Bolsonaro. Estas sanções foram decretadas com base na Lei Magnitsky, com acusações de violação de direitos humanos, censura e prisões arbitrárias. Além disso, o Departamento do Tesouro americano vem questionando bancos brasileiros sobre sua conformidade com essas sanções.

Na arena internacional, a tensão aumentou: tramita uma investigação sobre práticas comerciais de Bolsonaro e seu entorno que supostamente ameaçam a democracia no Brasil. O ministro Moraes e outros integrantes do STF foram alvo de restrições de visto por parte de Washington, o que motivou uma forte reação do governo brasileiro.

