Pelo menos seis companhias aéreas internacionais suspenderam seus voos de e para a Venezuela, após um alerta emitido pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA). A recomendação cita o aumento da atividade militar e um cenário de risco à segurança no espaço aéreo do país.
Segundo a FAA, a região controlada pelo Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende a capital Caracas, vive uma “situação potencialmente perigosa”, agravada por instabilidades recentes. O aviso ocorre no contexto de uma ampla operação militar norte-americana no Caribe, oficialmente voltada ao combate ao narcotráfico.
O governo de Nicolás Maduro, porém, vê a movimentação como uma ameaça de ataque e afirma ter reforçado as defesas aéreas. Autoridades venezuelanas chegaram a exibir mísseis portáteis Igla-S como demonstração de capacidade militar.
A força-tarefa dos EUA inclui o porta-aviões Gerald Ford, destróieres, submarinos e milhares de soldados. Desde setembro, a ofensiva resultou em ataques a embarcações suspeitas, que deixaram dezenas de mortos, ações que críticos classificam como “execuções extrajudiciais”.


