O Paraguai atravessa um dos momentos econômicos mais estáveis da América do Sul e tem se tornado um polo de atração para brasileiros que buscam previsibilidade, ambiente regulatório claro e um sistema tributário considerado mais simples e competitivo que o brasileiro.
O governo de Santiago Peña conduz uma estratégia nacional de industrialização com metas de longo prazo, investimento em produtividade, estímulo ao emprego formal e objetivo declarado de reduzir o desemprego a níveis mínimos. A política econômica, tratada como política de Estado, permanece estável mesmo com mudanças de governo, fortalecendo a segurança jurídica para empresas e novos residentes.
Entre os principais atrativos estão a carga tributária linear de 10%, o custo reduzido da energia e incentivos como a Lei da Maquila, que permite produção destinada à exportação com tributação significativamente menor. Além disso, o país registrou 11 reduções consecutivas no preço da gasolina, diminuindo custos logísticos e impulsionando setores produtivos.
O mercado imobiliário também vive expansão acelerada, com novos empreendimentos residenciais e comerciais que têm atraído investidores interessados em aproveitar o ciclo de crescimento sustentado.
A insatisfação com a elevada carga tributária e com a instabilidade regulatória no Brasil tem impulsionado ainda mais essa migração. Recentemente, o apresentador Ratinho formalizou residência fiscal no Paraguai, enquanto a Lupo anunciou a abertura de uma nova unidade no país, alegando que o ambiente econômico brasileiro tornou inviável manter competitividade sem buscar alternativas externas.
Os números confirmam a tendência: até outubro, cerca de 40 mil estrangeiros solicitaram residência legal no Paraguai, sendo aproximadamente 70% brasileiros, um marco histórico para o país.


