O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi transferido da carceragem da Polícia Federal, em São Paulo, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos. Ele está preso desde o dia 18, investigado por supostas irregularidades financeiras envolvendo a venda de carteiras de crédito consideradas fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB). Outros dois suspeitos do mesmo esquema, Luiz Antônio Bull e Alberto Felix de Oliveira Neto, também foram levados para a unidade prisional.
A Justiça Federal negou um pedido de habeas corpus no dia 20 e manteve a prisão preventiva do banqueiro. Na decisão, o magistrado citou “indícios veementes de gestão fraudulenta e organização criminosa”, além de condutas atribuídas ao executivo que teriam interferido nas investigações. A Polícia Federal estima que o esquema possa ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
A defesa de Vorcaro contesta as acusações e afirma que não existe fraude nos valores apontados. Segundo os advogados, o Banco Master apenas adquiriu carteiras de crédito de terceiros, cabendo aos vendedores a responsabilidade sobre a documentação. A defesa também informou que um novo pedido de habeas corpus será apreciado pelo TRF-1.
Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos. Para a PF, ele tentava fugir para a Europa, versão rebatida pelos advogados, que dizem tratar-se de uma viagem de negócios para Dubai. Após a detenção, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores.


