O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou neste domingo (30) um pedido formal de perdão ao presidente israelense, enquanto segue respondendo a um processo de corrupção que se arrasta há anos. A solicitação, considerada “extraordinária” pelo gabinete presidencial, colocou ainda mais pressão sobre o governo e ampliou o debate político no país.
Netanyahu é acusado de fraude, quebra de confiança, suborno e recebimento de vantagens indevidas em três casos distintos. Ele afirma que o julgamento tem provocado divisão na sociedade israelense e prejudicado sua capacidade de governar com estabilidade.
A oposição reagiu imediatamente. O líder de esquerda Yair Golan declarou que “somente o culpado pede perdão” e cobrou a saída definitiva de Netanyahu da vida pública. Movimentos civis também criticaram o pedido, classificando-o como um possível “golpe fatal” na democracia israelense e uma violação ao princípio da igualdade perante a lei.
O presidente ainda não deu prazo para analisar o pedido, mas especialistas afirmam que um indulto a um primeiro-ministro em exercício seria uma medida sem precedentes e poderia desencadear uma crise institucional sem proporções previsíveis.


