A Justiça da Argentina autorizou a extradição de cinco brasileiros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 que haviam fugido para o país vizinho e pedido refúgio. A decisão foi proferida pelo juiz Daniel Eduardo Rafecas, do Tribunal Criminal nº 3 de Buenos Aires. As defesas ainda podem recorrer.
Os extraditandos são Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, Joelton Gusmão de Oliveira, Joel Borges Correia, Wellington Luiz Firmino e Ana Paula de Souza. Eles fazem parte do grupo de 61 condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, que estavam foragidos na Argentina.
No final de 2023, a Justiça argentina já havia determinado a prisão desses investigados após um pedido formal do governo brasileiro. À época, o Itamaraty recebeu uma lista com mais de 180 foragidos localizados em países como Argentina, Paraguai e Uruguai.
Segundo a Polícia Federal, vários condenados atravessaram a fronteira e solicitaram refúgio para tentar evitar o cumprimento das ordens de prisão emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Rafecas já havia afirmado anteriormente que todos os detidos seriam submetidos a processos individuais de extradição.
Em 2024, o porta-voz do governo argentino, Manuel Adorni, declarou que não haveria “pactos de impunidade” e reforçou que o país respeitaria as decisões judiciais brasileiras. A extradição segue a determinação do STF, apesar da aliança política entre o presidente argentino, Javier Milei, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também é investigado no caso.


