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Wagner Moura vê democracia fortalecida após prisão de Bolsonaro

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, ator e cineasta discordam sobre a solidez democrática do Brasil após responsabilização de militares e do ex-presidente

Reprodução
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Durante uma entrevista concedida a jornalistas estrangeiros, o ator Wagner Moura e o cineasta Kleber Mendonça Filho apresentaram visões opostas sobre o cenário político brasileiro após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro ocorreu no fim de novembro e rapidamente repercutiu por expor perspectivas divergentes de duas figuras influentes do cinema nacional.

Wagner Moura adotou um tom otimista ao avaliar a reação das instituições diante dos episódios que envolveram tentativas de ruptura democrática. Para ele, a responsabilização de autoridades civis e militares demonstra maturidade institucional. “Eu discordo no sentido de que a democracia brasileira é mais forte do que pensávamos, e eu acho que o que acabamos de fazer foi notável”, afirmou. O ator destacou ainda que a prisão de militares e do próprio Bolsonaro representa, em sua visão, um marco importante da solidez democrática. “É uma demonstração da força da nossa democracia”, completou.

Kleber Mendonça Filho, porém, seguiu em direção oposta. O diretor de O Agente Secreto avaliou que o episódio revela vulnerabilidades profundas no sistema político nacional. Para ele, o Brasil continua inserido em um contexto histórico latino-americano marcado por instabilidade e risco constante de golpe. “A América Latina tem uma tendência a golpes de Estado, e o Brasil não é diferente”, declarou. Kleber também lembrou que o país enfrentou recentemente um plano de ruptura após a derrota eleitoral de Bolsonaro. Embora impedido, o cineasta acredita que a situação expôs fragilidades preocupantes. “Foi evitado, mas eu tenho que dizer que parece frágil”, concluiu.

As declarações evidenciam o contraste entre uma leitura mais confiante de Moura e a visão cautelosa de Mendonça, revelando o debate interno sobre o real grau de robustez das instituições brasileiras em um momento decisivo da história política recente.

Foto: Isac Nóbrega/PR

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