O cardeal venezuelano Baltazar Porras afirmou nesta quarta-feira (10) que teve o passaporte retido ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetia, ficando impossibilitado de deixar o país. Segundo ele, agentes de imigração alegaram que o documento “não estava em dia” e o obrigaram a assinar papéis que citavam “descumprimento de normas de viagem”.
O religioso, um dos nomes mais influentes da Igreja Católica na Venezuela, viajaria para Madri para compromissos eclesiásticos e retornaria ao país em 21 de dezembro. Após a retenção, Porras voltou para casa.
O caso aumenta a tensão já elevada entre Igreja e governo. Nas últimas semanas, líderes religiosos criticaram o regime após a canonização de José Gregorio Hernández no Vaticano, pedindo a libertação de presos políticos, declarações que foram classificadas por Caracas como tentativa de conspiração.
O episódio reacende preocupações sobre restrições a figuras críticas ao governo Maduro, justamente em um momento de forte instabilidade interna.


