O economista Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal, criticou duramente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a decisão do governo norte-americano de revogar sanções aplicadas com base na Lei Global Magnitsky contra autoridades brasileiras ligadas a investigações envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais neste domingo (14), Cintra afirmou que o episódio demonstra que interesses econômicos prevalecem sobre princípios éticos e jurídicos. Para ele, a revogação das sanções evidencia que “os negócios falam mais alto que a ética ou o direito”, beneficiando diferentes atores políticos em meio à crise envolvendo a família Bolsonaro.
“O episódio Magnitsky prova que os negócios falam mais alto que a ética ou o direito. Todos ganharam com a desgraça dos Bolsonaros. Mas a Lei do Retorno existe, e pode reagrupar a direita. A ver”, escreveu o economista.
Na sequência, Cintra elevou o tom ao comentar diretamente a postura do presidente americano, afirmando de forma direta: “Trump foi canalha”. A declaração repercutiu entre analistas e apoiadores de diferentes correntes políticas, sobretudo no campo conservador, onde a aplicação da Lei Magnitsky havia sido vista como um gesto simbólico de pressão internacional contra decisões do Judiciário brasileiro.
A revogação das sanções, que incluíam restrições financeiras e territoriais, encerrou um período de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Setores da direita brasileira interpretaram a medida como um recuo estratégico do governo americano, enquanto críticos, como Cintra, avaliam que a decisão foi guiada prioritariamente por interesses econômicos e geopolíticos, e não por compromissos com direitos humanos ou Estado de Direito.


