A polícia de Paris determinou o cancelamento do tradicional concerto de Ano-Novo na avenida Champs-Élysées. A decisão, anunciada para o evento previsto para 31 de dezembro, foi justificada por riscos à segurança pública, incluindo a movimentação imprevisível de grandes multidões e a possibilidade de ameaça terrorista.
A medida contrariou a proposta da Prefeitura de Paris, que defendia a manutenção do modelo adotado nos últimos anos. A administração municipal, comandada pela prefeita Anne Hidalgo, avalia que o evento contribui para a imagem cultural da cidade e ressaltou que as edições de 2023 e 2024 ocorreram sem incidentes.
O senador Ian Brossat, do Partido Comunista, criticou o cancelamento e classificou a decisão como “incompreensível”. Pré-candidato à prefeitura da capital francesa, ele questionou os critérios adotados pela polícia e lembrou que Paris foi capaz de sediar com segurança os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além de outros grandes eventos internacionais.
Apesar da suspensão do concerto, a tradicional queima de fogos de artifício e as projeções visuais no Arco do Triunfo seguem mantidas. No último ano, as comemorações na região reuniram cerca de 1 milhão de pessoas, sendo aproximadamente metade formada por turistas estrangeiros.


