Funcionários da Petrobras deflagraram, nesta segunda-feira (15), uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada após a categoria, representada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), rejeitar a segunda contraproposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
O movimento teve início com a entrega de operações em plataformas localizadas no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, além de unidades de refino nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Em nota, a Petrobras informou que a greve não deve causar impacto na produção e afirmou que segue empenhada em concluir as negociações do acordo coletivo.
A adesão ao movimento foi registrada em ao menos seis refinarias do país, entre elas a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro; a Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo; e a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná.
Na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP), a paralisação ocorre de forma parcial. Segundo a FUP, cerca de 40% dos trabalhadores efetivos aderiram ao movimento, mantendo o funcionamento mínimo da unidade para evitar a interrupção total da produção.
A Federação Única dos Petroleiros afirma que a atual gestão da estatal não avançou em pontos considerados centrais da negociação e critica medidas que classifica como unilaterais, entre elas transferências forçadas de trabalhadores. A mobilização ocorre simultaneamente a reuniões em Brasília e a uma vigília de aposentados e pensionistas, realizada no último dia 11 de dezembro, no Rio de Janeiro, em protesto contra déficits no fundo de pensão Petros.


