A Venezuela anunciou, nesta segunda-feira (15), o encerramento imediato de contratos e negociações para o fornecimento de gás natural a Trindade e Tobago, em meio ao agravamento das tensões no Caribe. O governo de Nicolás Maduro acusa o país vizinho de apoiar uma ofensiva dos Estados Unidos na região, incluindo a recente apreensão de um navio petroleiro venezuelano por forças norte-americanas.
Em comunicado oficial, o governo venezuelano classificou o episódio como um “ato gravíssimo” e afirmou que a decisão representa uma resposta ao que chamou de tentativa de “roubo vulgar” do petróleo do país. Desde 2023, Venezuela e Trindade e Tobago mantinham um acordo de cooperação energética, no qual o gás natural venezuelano era enviado para processamento e posterior reexportação como Gás Natural Liquefeito (GNL).
O rompimento ocorre após declarações críticas de Maduro à atual gestão de Trindade e Tobago, comandada pela primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar desde abril. Segundo Caracas, o país caribenho tem se alinhado às diretrizes políticas dos Estados Unidos, inclusive por meio da realização de exercícios militares conjuntos.
A movimentação norte-americana na região acontece em um contexto de aumento da pressão internacional contra o governo venezuelano. Washington acusa Nicolás Maduro de liderar o chamado cartel de Los Soles, recentemente classificado pelos Estados Unidos como uma organização terrorista internacional.


