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Número dois da Previdência no governo Lula é afastado após prisão domiciliar em esquema bilionário no INSS

Secretário-executivo da pasta é alvo da Operação Sem Desconto, que investiga desvios de até R$ 6,3 bilhões em aposentadorias

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, considerado o número dois da pasta no governo Lula, teve a prisão domiciliar decretada nesta quinta-feira (18) e foi afastado do cargo durante a nova fase da Operação Sem Desconto. A investigação apura um esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS, com prejuízos estimados em até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Adroaldo é braço-direito do ministro Wolney Queiroz e possui longa trajetória política ligada ao PDT, tendo ocupado cargos estratégicos nas lideranças do partido na Câmara e no Senado durante a tramitação da última Reforma da Previdência. Jornalista com mais de duas décadas de atuação no Congresso, ele também foi chefe de gabinete do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que igualmente foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta fase da operação.

A ação é conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpre 52 mandados de busca e apreensão, 16 de prisão preventiva e diversas medidas cautelares em vários estados. O avanço da investigação amplia o desgaste do governo federal, já pressionado por denúncias envolvendo a gestão do sistema previdenciário.

Entre os presos estão Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Antunes Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, e Éric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do instituto, André Fidelis. A operação é um desdobramento da fase realizada em novembro, quando foi preso o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, além de outros envolvidos no esquema.

Também são investigados nomes ligados à antiga cúpula do órgão, como o ex-diretor de Benefícios André Paulo Felix Fidelis e o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho. Empresários e dirigentes de entidades associativas, como a Conafer e o Instituto Terra e Trabalho (ITT), também aparecem entre os alvos da investigação.

Um novo mandado de prisão foi expedido contra Antônio Carlos Antunes Camilo, o “Careca do INSS”, que já se encontra preso desde setembro. O caso reforça críticas à condução da Previdência sob o atual governo e reacende o debate sobre a fragilidade dos controles internos e o uso político da máquina pública.

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