Suzane von Richthofen protocolou um pedido à Justiça para tentar liberar o corpo do tio, encontrado morto dentro de uma residência em São Paulo. A solicitação foi registrada nos autos após a confirmação do falecimento do parente, identificado como Miguel, e passou a ser analisada pelas autoridades judiciais.
Suzane, que atualmente cumpre pena em regime aberto, alegou à polícia e à Justiça que é a parente consanguínea mais próxima do médico, por ser sobrinha de primeiro grau. Com esse argumento, buscou formalizar a liberação do corpo para os trâmites de sepultamento. A movimentação também poderia abrir caminho para que ela se tornasse inventariante dos bens deixados pelo tio, função que dá direito à administração do patrimônio do falecido.
Segundo informações apuradas no caso, Miguel possuía um apartamento e uma casa no bairro Campo Belo, na capital paulista, além de um sítio no litoral de São Paulo. O valor total dos bens é estimado em cerca de R$ 5 milhões.
O médico foi encontrado morto dentro de sua própria residência em circunstâncias que ainda estão sob apuração das autoridades. Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre a causa da morte ou se há indícios de crime.
O pedido feito por Suzane agora será avaliado pela Justiça, que deverá considerar os aspectos legais do caso. O Ministério Público também acompanha o andamento do processo.
O episódio reacende a atenção pública em torno de Suzane von Richthofen, que se tornou nacionalmente conhecida após ser condenada pelo assassinato dos próprios pais, em 2002. Desde então, ela cumpre pena no sistema prisional paulista, atualmente em regime aberto, com seus pedidos sendo analisados sob acompanhamento judicial.
A decisão sobre a liberação do corpo e a eventual participação de Suzane nos trâmites sucessórios ainda não foi divulgada.

