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Caso das mortes na UTI do Hospital Anchieta gera novo inquérito policial

A investigação sobre as mortes de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), avançou e deve resultar na abertura de um novo inquérito policial para apurar possíveis casos adicionais ligados ao grupo de profissionais já sob investigação.  

Três técnicos de enfermagem, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, foram presos temporariamente sob suspeita de administrar substâncias de forma inadequada em pacientes, provocando as mortes de Marcos Raymundo Fernandes Moreira (33), João Clemente Pereira (63) e Miranilde Pereira da Silva (75) entre novembro e dezembro de 2025.  

Com a investigação em andamento, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) analisa mais de 20 laudos periciais, além de celulares e notebooks apreendidos, na tentativa de esclarecer motivações e identificar outros óbitos com padrão semelhante. Familiares de pacientes que faleceram na UTI do hospital têm procurado as autoridades para relatar casos que, segundo eles, podem estar relacionados ao mesmo contexto.  

Um desses relatos refere-se a Rosângela Mendes, de 55 anos, que morreu em 31 de janeiro de 2025 enquanto estava internada na UTI do Anchieta para tratar uma pneumonia.

A filha, Letícia Mendes, registrou denúncia após relembrar episódios durante a internação em que a mãe demonstrou medo e desconfiança do atendimento, citando condutas que considerou irregulares, como alterações de medicação sem explicação e cuidados que, segundo ela, poderiam ter aumentado os riscos à saúde da mãe.  

Rosângela morreu com causa oficial de morte atribuída a complicações como sepse, mas a família agora busca que sua morte também seja analisada à luz das apurações em curso, na tentativa de verificar possíveis indícios de irregularidades na assistência prestada.  

Autoridades ressaltam que a investigação ainda não concluiu se há outras vítimas além das três confirmadas e que o novo inquérito servirá para aprofundar essas apurações.

O caso permanece em segredo de Justiça, com diligências em andamento antes que o inquérito principal seja encaminhado ao Ministério Público.  

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