O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem adotado cautela ao lidar com os desdobramentos do caso que envolve o Banco Master, diante da preocupação de que o episódio gere desgaste político para o governo. A orientação no Palácio do Planalto é evitar manifestações públicas e tratar o tema com discrição.
Segundo interlocutores do presidente, a estratégia é reforçar que as apurações não estão sob responsabilidade do Executivo e que o assunto deve ser conduzido por órgãos como o Banco Central, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. A intenção é impedir que o caso seja associado diretamente ao governo.
A avaliação interna é de que transformar o episódio em um embate político pode ampliar a crise e alimentar críticas da oposição. Por isso, Lula tem evitado comentários diretos e deixado o posicionamento nas mãos das instituições responsáveis pelas investigações.
O caso ganhou repercussão após decisões no âmbito do Judiciário, o que intensificou o debate público e elevou a pressão sobre o governo. Ainda assim, auxiliares do presidente consideram que uma postura mais comedida ajuda a reduzir o impacto e a afastar o Planalto do centro da controvérsia.
No entorno de Lula, a leitura é de que a condução cuidadosa do tema é essencial para conter danos políticos e impedir que o episódio se transforme em um novo foco de desgaste para o governo.


