Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (29), uma nova ordem executiva que classifica o governo de Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à política externa norte-americana. A medida amplia de forma significativa as sanções contra o país caribenho e entra em vigor em 30 de janeiro de 2026, reforçando a escalada de tensão entre Washington e Havana.
O principal eixo da decisão está relacionado ao setor energético. A nova política autoriza o governo dos EUA a impor tarifas punitivas sobre produtos importados de quaisquer países que forneçam petróleo a Cuba, direta ou indiretamente. O objetivo, segundo o texto oficial, é criar um mecanismo de pressão econômica que atinja não apenas a ilha, mas também parceiros comerciais que continuem abastecendo seu setor energético.
A ordem executiva também declara estado de emergência nacional, com base em leis que conferem amplos poderes ao presidente para responder a ameaças externas, e autoriza autoridades como o Secretário de Estado e o Secretário de Comércio a implementar e adaptar as medidas conforme necessário. A decisão afirma que Cuba estaria alinhada com países e grupos considerados hostis pelos EUA, como Rússia, China, Irã e organizações como Hamas e Hezbollah, e que isso representa um risco à segurança americana.
A dependência de Cuba de importações de petróleo para serviços essenciais, como energia, transporte e indústria, torna o novo pacote de sanções um fator de impacto direto na economia da ilha. A medida também pode pressionar aliados comerciais e provocar efeitos em cadeias de fornecimento além das fronteiras cubanas.


