O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (2) que o Departamento de Justiça (DoJ) deveria direcionar seus esforços para outras prioridades após a divulgação de um grande volume de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. A afirmação foi feita a repórteres em Washington, onde Trump minimizou a continuidade das investigações após a publicação de mais de 3 milhões de páginas de arquivos ligados ao empresário condenado por crimes sexuais.
“Parece que isso é tudo o que eles deveriam estar fazendo. E, francamente, acho que o Departamento de Justiça deveria simplesmente dizer que tem outras coisas para fazer”, disse Trump, em crítica à atenção dedicada ao material sobre Epstein.
A medida de liberar os chamados “Arquivos de Epstein” foi implementada após aprovação de uma lei que exige a divulgação desses registros, que incluem documentos, vídeos, fotografias e outros materiais produzidos em investigações do FBI e de promotores federais. O vice-procurador-geral, Todd Blanche, disse anteriormente que o conteúdo divulgado marca uma etapa importante do processo de transparência, embora partes restritas continuem sob revisão
O caso Jeffrey Epstein envolve o financista norte-americano acusado de manter uma rede de exploração sexual de menores ao longo de décadas, com vítimas recrutadas sob a promessa de dinheiro e oportunidades. Epstein foi preso em 2019 e respondia a acusações federais por tráfico sexual quando morreu dentro de uma cela em Nova York, em circunstâncias oficialmente classificadas como suicídio.
A investigação ganhou repercussão mundial devido às ligações do empresário com políticos, empresários e figuras influentes. Desde então, familiares das vítimas e autoridades pressionam pela divulgação de documentos e pela responsabilização de eventuais cúmplices.
Nos últimos anos, tribunais dos Estados Unidos determinaram a liberação gradual de milhares de arquivos, incluindo depoimentos, registros de voos, mensagens e documentos judiciais, reacendendo o debate sobre transparência, proteção às vítimas e a continuidade das apurações.


