Diante do risco de redução de sua representação no Senado Federal, o Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou articulações políticas para tentar, ao menos, manter o tamanho atual de sua bancada, hoje composta por nove senadores. Nas eleições deste ano, seis parlamentares da sigla terão de renovar seus mandatos.
Sem uma estratégia unificada definida, o partido tem adotado uma atuação eleitoral baseada em articulações pontuais nos estados. A principal lógica envolve incentivar senadores aliados a disputar governos estaduais, abrindo caminho para que suplentes filiados ao PT assumam as cadeiras no Senado em caso de vitória nas urnas.
Um dos exemplos é o do senador Omar Aziz (PSD-AM). Caso ele seja eleito governador do Amazonas, sua vaga no Senado seria ocupada pela suplente Cheila Moreira, que é filiada ao PT. Internamente, dirigentes da legenda avaliam esse movimento como uma forma de fortalecer a bancada sem depender exclusivamente do desempenho direto de candidatos petistas ao Senado.
Paralelamente, o partido monitora com preocupação a situação do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que enfrenta um cenário de forte competitividade na tentativa de reeleição. Pesquisas eleitorais, como as realizadas pelo instituto Real Time Big Data, indicam o parlamentar na quinta colocação, em empate técnico com outros concorrentes.
O quadro acendeu um alerta na direção nacional do PT, que avalia o risco de encolhimento da bancada caso a estratégia de articulação indireta não seja suficiente para compensar possíveis derrotas nas disputas diretas ao Senado. O desempenho nos estados será decisivo para o futuro da legenda na Casa Alta.


