A família de Rodrigo Castanheira, adolescente que morreu aos 16 anos após ser agredido, sustenta que o golpe desferido por Pedro Turra, de 19 anos, foi determinante para o falecimento do jovem. A posição foi divulgada pelo advogado Albert Halex, que afirmou ter analisado informações médicas do atendimento prestado à vítima.
Segundo o defensor, registros preliminares indicam que não há ligação entre a morte e um eventual impacto com um veículo citado em versões anteriores. Ele declarou ainda que todos os traumas identificados e os procedimentos cirúrgicos realizados ocorreram no lado esquerdo do crânio, região atingida pelo soco, descrito como de intensidade extremamente elevada. De acordo com a defesa, não foram constatadas lesões no lado direito da cabeça do adolescente.
Rodrigo permanecia internado desde 22 de janeiro. Em nota divulgada no sábado (7), o Hospital Brasília Águas Claras informou que a morte encefálica foi confirmada na manhã do mesmo dia.
As investigações apontam que a confusão começou na noite de 22 de janeiro, após o suspeito arremessar um chiclete mascado em um amigo da vítima. Testemunhas relataram que, depois de provocações, os dois passaram a trocar agressões físicas.
Imagens registradas no local mostram o momento em que o jovem recebe um soco e cai, batendo a cabeça contra um carro. O impacto o deixou inconsciente, e ele chegou a vomitar sangue enquanto era socorrido.

