O atacante brasileiro Vinicius Junior, do Real Madrid, afirmou ter sido alvo de insultos racistas por parte do argentino Gianluca Prestianni durante duelo da Liga dos Campeões contra o Benfica, em Lisboa. Segundo o jogador, trata-se da primeira vez que ele atribui a outro atleta uma ofensa dessa natureza. Até então, os episódios denunciados na Espanha envolviam torcedores.
Ao longo dos últimos anos, os casos de racismo contra Vinicius resultaram em cinco condenações judiciais no país. Em julho de 2024, um tribunal de instrução de Parla, na região de Madri, sentenciou um torcedor a oito meses de prisão por ataques direcionados ao brasileiro e ao zagueiro Antonio Rüdiger em comentários publicados no site do jornal Marca. O condenado também ficou impedido de participar do fórum por 20 meses, após ser responsabilizado por crimes contra a integridade moral com agravante de motivação racista.
Três meses depois, a Justiça de Palma impôs pena de um ano de prisão e determinou a proibição de acesso a estádios por três anos a um homem que proferiu ofensas racistas no estádio Son Moix, em fevereiro de 2023. Em uma das partidas, o alvo foi Vinicius; em outra, o jogador Samu Chukwueze, então no Villarreal CF.
Em maio de 2025, o Tribunal Provincial de Valladolid condenou cinco pessoas a um ano de prisão cada por crime de ódio, após insultos dirigidos ao atacante em 30 de dezembro de 2022, no estádio José Zorrilla.
A decisão mais recente foi proferida em junho de 2025 e envolveu quatro integrantes da torcida organizada Frente Atlético. Eles admitiram ter pendurado um boneco com a camisa de Vinicius às vésperas de um clássico entre Real Madrid e Atlético de Madrid, em janeiro de 2023. O caso foi enquadrado como crime de ódio e de ameaças.
Após acordo com o Ministério Público, os réus receberam penas que variaram entre 14 e 22 meses de prisão, além de multas, medidas restritivas e proibição de se aproximar do jogador e de frequentar estádios, evitando o cumprimento da pena em regime fechado.


