O desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva não evitou a queda da Acadêmicos de Niterói no carnaval carioca. Após a leitura das notas na Quarta-Feira de Cinzas, a escola acabou rebaixada para a Série Ouro, enquanto o título do Grupo Especial ficou com a Viradouro, que levou à avenida um enredo dedicado ao mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça.
Apesar da grande repercussão política do desfile, com exaltações ao atual presidente e críticas ao ex-mandatário Jair Bolsonaro, a agremiação teve desempenho inferior na avaliação dos jurados, sendo o conjunto do enredo considerado o mais fraco entre as 12 agremiações.
O quesito fantasias registrou a menor pontuação, e outros critérios importantes, como alegorias, bateria e apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, também ficaram abaixo das concorrentes.
A apresentação chegou a ser contestada judicialmente. O Tribunal Superior Eleitoral negou um pedido que buscava barrar o desfile por suposta propaganda eleitoral antecipada, entendendo que não há como reconhecer abuso antes da formalização de candidatura. Mesmo assim, a presidente da Corte, Cármen Lúcia, alertou que o cenário exigia cautela e que a decisão não representa autorização para eventuais irregularidades.
Entre as críticas feitas por opositores estavam alegorias com o número 13, associado ao PT, e a ida de Lula ao Sambódromo da Sapucaí para cumprimentar integrantes da escola. Até agora, não há novos processos registrados sobre o caso.
Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a Acadêmicos de Niterói apresentou a trajetória política e pessoal do presidente, passando pela migração para São Paulo, atuação sindical e chegada à Presidência, além de destacar programas sociais e críticas a adversários.


