Um tribunal da Coreia do Sul condenou Yoon Suk Yeol à prisão perpétua após considerá-lo culpado por abuso de autoridade e por arquitetar uma tentativa de insurreição ligada à decretação de lei marcial em dezembro de 2024. A Promotoria havia solicitado pena de morte, punição prevista na legislação local para esse tipo de crime, embora o país não realize execuções desde 1997. O ex-presidente, de 65 anos, nega as acusações e sustenta que tinha autoridade constitucional para adotar a medida.
A crise política teve início quando Yoon anunciou a lei marcial e enviou tropas ao Parlamento com o objetivo de impedir que parlamentares barrassem a decisão. A determinação, porém, foi revertida poucas horas depois, gerando forte instabilidade institucional. Em 2025, ele foi preso, posteriormente destituído do cargo e chegou a ser liberado por questões processuais, mas voltou à detenção após a Justiça apontar risco de destruição de provas.
Atualmente, o ex-presidente permanece sob custódia no Centro de Detenção de Seul, enfrentando condições restritas enquanto responde a uma série de acusações relacionadas ao episódio, incluindo falsificação de documentos e interferência em investigações. O caso continua provocando repercussão política no país e aprofunda a crise envolvendo a antiga liderança sul-coreana.


