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Com prazo se esgotando, CPMI do INSS investe em caso Lulinha para manter pressão

Comissão aprova quebra de sigilo de Fábio Luis Lula da Silva e amplia tensão política a poucos dias do fim dos trabalhos

Foto: Reprodução Kebec Nogueira

A reta final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS tem sido marcada por embates intensos entre governistas e oposição. A poucos dias do encerramento do prazo de funcionamento, o colegiado aprofundou o confronto ao aprovar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

A votação, realizada na quinta-feira (26/2), expôs o clima de tensão que domina a comissão. Integrantes da base governista criticaram a medida, enquanto parlamentares da oposição defenderam a iniciativa como necessária para ampliar o alcance das apurações.

Criada em 20 de agosto de 2025, a CPMI foi instalada após a operação Sem Desconto, que investiga supostas irregularidades em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Desde então, o colegiado se transformou em um espaço de disputa política com potencial de desgaste para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O comando da comissão ficou sob responsabilidade de nomes alinhados à oposição: o senador Carlos Viana assumiu a presidência, e a relatoria foi entregue ao deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). A configuração consolidou uma correlação de forças desfavorável ao Palácio do Planalto.

Apesar disso, o governo conseguiu evitar a aprovação de requerimentos considerados sensíveis, como a convocação de Frei Chico, dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e irmão do presidente Lula. A oposição acusa a base aliada de atuar para proteger integrantes próximos ao chefe do Executivo.

Com 152 dos 180 dias de funcionamento já transcorridos, a comissão tenta apresentar resultados concretos enquanto o embate político se intensifica na fase final dos trabalhos.

IGO ESTRELA/METRÓPOLES

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