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MP aponta emboscada e diz que síndico agiu para matar corretora

Magistrada revoga segredo de Justiça e transforma prisão temporária em preventiva no caso da morte de Daiane Alves de Sousa

Reprodução/ TV Globo

A revogação do segredo de Justiça no caso que investiga a morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Sousa, de 43 anos, tornou públicos nesta quinta-feira (26/2) os detalhes da acusação apresentada pelo Ministério Público de Goiás. Na mesma decisão em que aceitou a denúncia, a juíza Vaneska da Silva Baruki, da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, revogou o segredo de Justiça e converteu a prisão do acusado de temporária para preventiva.

Com a mudança, o acusado permanece detido enquanto responde ao processo.

Na peça acusatória, o Ministério Público afirma que Cleber Rosa de Oliveira atuou com “manifesta intenção homicida”, movido por “inconformismo” com a atuação profissional da corretora.

O Ministério Público sustenta que o síndico provocou deliberadamente a interrupção de energia no apartamento da vítima, no Residencial Ametista, dentro do complexo Golden Thermas Residence. A estratégia, segundo os promotores, teria sido usada para atrair a corretora ao subsolo do prédio.

Ao descer para verificar o motivo da queda de energia, Daiane foi surpreendida e atacada pelas costas, de acordo com a acusação. O episódio ocorreu na noite de 17 de dezembro de 2025.

O desaparecimento se estendeu por mais de um mês. O corpo foi localizado apenas em 28 de janeiro, às margens da rodovia GO-213, entre Caldas Novas e Ipameri, já em estado avançado de decomposição.

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