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Irã confirma morte de ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad após bombardeio de EUA e Israel

Ataque com mísseis atingiu residência de Ahmadinejad em Teerã e também matou membros de sua segurança, segundo agência estatal iraniana

Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH
Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

O governo iraniano confirmou a morte do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad após um bombardeio que atingiu sua residência no bairro de Narmak, no nordeste de Teerã. A informação foi divulgada pela Iranian Labor News Agency (ILNA), que atribuiu o ataque a Estados Unidos e Israel.

De acordo com a agência, os mísseis tiveram como alvo exclusivo o imóvel onde Ahmadinejad estava no momento do ataque. Além do ex-mandatário, integrantes de sua equipe de segurança também morreram na ofensiva.

Nos últimos anos, Ahmadinejad cumpria prisão domiciliar após ser acusado de “incitar violência” e criticar publicamente a “má gestão” do regime sob o governo de Hassan Rouhani. Sua atuação política havia sido cada vez mais restrita pelo establishment iraniano.

Ahmadinejad foi presidente do Irã entre 2005 e 2013, sendo o sexto líder da República Islâmica. Antes disso, atuou como líder da província de Ardabil e como comandante de Teerã.

Durante seus dois mandatos, ele defendeu o programa nuclear iraniano e manteve um discurso de confronto com países ocidentais. Suas declarações contra Israel e a repetida negação do Holocausto provocaram reações e críticas internacionais, contribuindo para o isolamento diplomático do país.

Em 2005, durante a conferência “Um Mundo Sem Sionismo”, Ahmadinejad citou o aiatolá Ruhollah Khomeini ao afirmar que Israel “deve ser apagado do mapa”, declaração que gerou repúdio formal de governos e organismos internacionais.

Após deixar a Presidência, ele integrou o Conselho de Discernimento do Interesse do Sistema, órgão consultivo do regime. Em 2016, o líder supremo Ali Khamenei orientou Ahmadinejad a não disputar novas eleições.

Em novembro de 2009, o então presidente realizou uma visita oficial ao Brasil, recebendo o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A agenda enfrentou protestos no Rio de Janeiro e em Brasília organizados por grupos da comunidade judaica, organizações religiosas e entidades de direitos humanos, que questionaram as honras de chefe de Estado concedidas a um líder com posições controversas sobre Israel e o programa nuclear iraniano.

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