O mercado financeiro internacional iniciou a segunda-feira (2) sob forte turbulência após ataques atribuídos a Estados Unidos e Israel contra o Irã. A reação foi imediata: o barril do petróleo Brent avançou quase 14%, aproximando-se dos 80 dólares, enquanto o preço do gás natural na Europa disparou mais de 20%.
A escalada do conflito coloca em risco o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. Diante da tensão, grandes companhias de navegação anunciaram a suspensão de travessias pela região.
As principais bolsas de valores do mundo operam em queda, com destaque negativo para os setores de aviação e turismo, que acumulam perdas expressivas. Em contrapartida, empresas do setor de energia registram alta, impulsionadas pela valorização do petróleo.
Ativos considerados porto seguro, como o ouro e o dólar, também apresentaram forte valorização diante do cenário de incerteza. Analistas alertam que, caso haja interrupção prolongada no fornecimento pelo Golfo, o preço do barril pode ultrapassar rapidamente a marca dos 100 dólares.
Na tentativa de conter a disparada e reduzir impactos sobre a economia global, a Opep+, liderada por Arábia Saudita e Rússia, anunciou aumento na produção de petróleo previsto para abril.
O cenário de guerra amplia as pressões inflacionárias globais e mantém investidores em estado de alerta. A última vez que o petróleo atingiu patamares semelhantes foi no início da guerra na Ucrânia, evento que desencadeou um ciclo prolongado de alta nos preços ao redor do mundo.


