O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu revogar uma autorização concedida anteriormente e proibiu a visita de Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nova decisão foi tomada após manifestação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que avaliou que o encontro poderia representar interferência externa em assuntos internos do país. O posicionamento foi encaminhado ao STF em documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira.
Na decisão, Moraes afirmou que a visita não estava inserida no contexto diplomático que justificou a concessão do visto de entrada no Brasil e que o encontro não havia sido comunicado previamente às autoridades diplomáticas brasileiras.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização judicial para a visita no dia 10 de março. Inicialmente, o ministro chegou a autorizar o encontro para o dia 18, mas a decisão acabou sendo revista após questionamentos e consultas ao Itamaraty.
Desde janeiro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, em Brasília, após condenação relacionada aos acontecimentos investigados como tentativa de golpe em 2022. Como relator do caso, Moraes é responsável por definir as regras de visitas ao ex-presidente.


