O caso da morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021, volta ao centro das atenções nesta segunda-feira (23), com o início do julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A criança tinha 4 anos quando morreu.
Os réus no processo são Jairo Souza Santos Júnior, padrasto do menino, e Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida. Ambos respondem por homicídio e permanecem presos. As acusações contra Jairo incluem homicídio qualificado por meio cruel e por dificultar a defesa da vítima. Já Monique é acusada de homicídio por omissão, com agravantes semelhantes, além de motivo considerado torpe. Os dois também são investigados por coação no andamento do processo.
A defesa de Jairo, representada pelo advogado Fabiano Lopes, sustenta que o cliente não teve participação na morte da criança. Em entrevista à Itatiaia, ele afirmou acreditar na inocência do padrasto e apresentou uma nova linha de argumentação, que levanta a possibilidade de morte por causas naturais ou falha no atendimento médico. Segundo a defesa, haveria ainda inconsistências nas provas que indicam agressões, com alegações de possível manipulação durante as investigações.
Do outro lado, o pai do menino, Leniel Borel, rebateu duramente a versão apresentada pelos advogados. Em declaração, classificou os argumentos como falsos e reafirmou sua confiança na responsabilização dos acusados. Ele também fez um apelo por apoio contínuo na busca por justiça, destacando a dificuldade de lidar com a perda do filho ao longo dos últimos anos.
A defesa de Monique Medeiros optou por não comentar o caso até o momento.
O julgamento deve reunir depoimentos, apresentação de provas e debates entre acusação e defesa antes da decisão dos jurados.


