O ator norte-americano Val Kilmer, falecido em 2025, será “revivido” por meio de inteligência artificial para participar do filme As Deep as the Grave.
O artista havia sido escalado para o longa antes de sua morte, mas não chegou a gravar as cenas devido a problemas de saúde relacionados ao câncer de garganta.
A produção utilizará tecnologia digital para recriar a imagem, a voz e a atuação de Kilmer. A reconstrução contou com imagens do ator mais jovem, fornecidas pela família, além de fotos de seus últimos anos de vida, e teve a autorização de parentes próximos, incluindo sua filha.
O caso reacende discussões sobre os limites éticos do uso da inteligência artificial no cinema. Especialistas e profissionais da indústria avaliam que a iniciativa pode representar um marco ao abrir precedentes para a recriação digital de artistas falecidos.
A tecnologia permitirá que Kilmer estrelasse o filme que não pôde gravar em vida, oferecendo ao público uma experiência inédita, mas também levantando questões sobre direitos de imagem, consentimento póstumo e o impacto da IA nas profissões artísticas.


