O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do grande fluxo de viajantes previsto para a Copa do Mundo de 2026. O torneio será realizado a partir de junho nos Estados Unidos, Canadá e México — países que enfrentam surtos ativos da doença.
De acordo com nota técnica do órgão, o cenário atual nas Américas é de alta transmissibilidade do vírus, o que aumenta a preocupação com a entrada de casos importados no território brasileiro. A combinação entre a circulação internacional de turistas e a presença de surtos nos países-sede eleva o risco de disseminação da doença.
O Ministério destaca que o sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido por vias aéreas, especialmente em ambientes com grande concentração de pessoas, como eventos esportivos internacionais. A avaliação é de que viajantes infectados ou estrangeiros vindos de áreas de surto podem contribuir para a reintrodução do vírus no país.
A autoridade sanitária reforça que a vacinação é a principal estratégia de prevenção. O esquema com a vacina tríplice viral deve estar atualizado antes de viagens internacionais, com recomendação de aplicação com antecedência mínima para garantir a proteção imunológica.
Especialistas também alertam para a necessidade de vigilância epidemiológica constante. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, avalia que o risco de reintrodução do sarampo é real diante da circulação internacional intensa e dos surtos registrados na região.
Apesar do alerta, o Brasil mantém atualmente o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, condição que depende diretamente de altas coberturas vacinais e rápida resposta a casos importados. Segundo o Ministério da Saúde, a manutenção desse status exige atenção redobrada de estados, municípios e profissionais de saúde, especialmente em períodos de grandes eventos globais.


