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Ministério da Saúde alerta para risco de reintrodução do sarampo com Copa do Mundo 2026

Fluxo de viajantes para países com surtos ativos preocupa autoridades, que reforçam importância da vacinação antes e após viagens internacionais

Painel da Copa do Mundo de 2026 em Los Angeles REUTERS/David Swanson/Direitos reservados

O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do grande fluxo de viajantes previsto para a Copa do Mundo de 2026. O torneio será realizado a partir de junho nos Estados Unidos, Canadá e México — países que enfrentam surtos ativos da doença.

De acordo com nota técnica do órgão, o cenário atual nas Américas é de alta transmissibilidade do vírus, o que aumenta a preocupação com a entrada de casos importados no território brasileiro. A combinação entre a circulação internacional de turistas e a presença de surtos nos países-sede eleva o risco de disseminação da doença.

O Ministério destaca que o sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido por vias aéreas, especialmente em ambientes com grande concentração de pessoas, como eventos esportivos internacionais. A avaliação é de que viajantes infectados ou estrangeiros vindos de áreas de surto podem contribuir para a reintrodução do vírus no país.

A autoridade sanitária reforça que a vacinação é a principal estratégia de prevenção. O esquema com a vacina tríplice viral deve estar atualizado antes de viagens internacionais, com recomendação de aplicação com antecedência mínima para garantir a proteção imunológica.

Especialistas também alertam para a necessidade de vigilância epidemiológica constante. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, avalia que o risco de reintrodução do sarampo é real diante da circulação internacional intensa e dos surtos registrados na região.

Apesar do alerta, o Brasil mantém atualmente o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, condição que depende diretamente de altas coberturas vacinais e rápida resposta a casos importados. Segundo o Ministério da Saúde, a manutenção desse status exige atenção redobrada de estados, municípios e profissionais de saúde, especialmente em períodos de grandes eventos globais.

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