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Bancos confirmam adesão ao Novo Desenrola, mas ainda sem data para renegociação

Instituições aguardam ajustes operacionais e definição de regras para iniciar ofertas aos clientes

Foto divulgação

Os principais bancos do país informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda não têm data definida para começar, de fato, a renegociação de dívidas. As instituições aguardam definições operacionais e fazem ajustes internos para viabilizar a implementação do programa.

Lançado pelo governo federal na manhã de segunda-feira (4), o Novo Desenrola tem como objetivo reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito. A Medida Provisória com as regras foi publicada no fim do dia e já está em vigor.

Até o momento, bancos como Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, BTG Pactual, Banco Pan e C6 Bank confirmaram adesão, mas destacaram que ainda estão em fase de testes, adaptação de sistemas e análise das diretrizes. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais, como aplicativos, sites e agências.

O Itaú informou que prepara ofertas com base nas regras do programa, incluindo descontos que podem chegar a 90%, juros de até 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes. O Santander afirmou que realiza testes para iniciar a oferta o mais rápido possível.

Já o Bradesco disse que aguarda autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) e abriu pré-cadastro para interessados. O banco também prevê condições próprias para clientes fora dos critérios do programa.

BTG Pactual e Banco Pan informaram que acompanham a regulamentação e devem divulgar prazos após novas definições. O C6 Bank destacou que depende da integração tecnológica com sistemas como FGTS e FGO para liberar as renegociações.

Outras instituições, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Nubank, não se manifestaram até a última atualização.

O Banco Inter informou que não pode comentar no momento.

O programa é voltado para pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas de até R$ 15 mil, com atraso entre 90 dias e dois anos. A expectativa do governo é renegociar até R$ 58 bilhões em débitos.

Entre as condições previstas estão descontos de 30% a 90%, parcelamento em até 48 meses e prazo de até 35 dias para o início do pagamento. O programa também permite o uso de parte do FGTS após a renegociação e prevê a retirada automática do nome de negativados com dívidas de até R$ 100.

Além disso, beneficiários terão o CPF bloqueado em plataformas de apostas por até 12 meses, como forma de evitar novo endividamento.

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