O trecho da BR-262 que dá acesso a Juatuba, na Grande BH, transformou-se em um cenário de medo e improviso para quem vive na região. Conforme mostrado em reportagem do Bom Dia Minas, a realidade de pedestres e motoristas é marcada por uma infraestrutura precária que ignora a segurança básica. A falta de calçadas obriga as pessoas a caminharem perigosamente próximas aos veículos de carga, enquanto a ausência de sinalização adequada e de controle de velocidade torna as travessias uma tarefa de alto risco, como bem pontuou o caminhoneiro Nilson Rocha.
A situação atinge seu ponto mais crítico durante a noite, quando a escuridão toma conta da rodovia. Sem iluminação eficiente, a visibilidade cai drasticamente, o que já resultou em acidentes reais, como o relatado pelo morador Ronaldo Marques. Além do perigo natural do tráfego intenso, a comunidade agora lida com barreiras físicas, como o guarda-corpo instalado perto da Ambev. Embora a estrutura tenha sido colocada para organizar o fluxo de carretas, ela acabou criando um novo obstáculo para quem está a pé, dificultando ainda mais o deslocamento seguro entre os bairros e o centro da cidade.
No que diz respeito às responsabilidades, o cenário é de cobrança direta. A Cemig esclarece que a iluminação pública é uma atribuição da prefeitura, o que coloca a administração municipal sob pressão para resolver o problema das lâmpadas apagadas. Já a manutenção e as melhorias estruturais da rodovia, como o calçamento e a sinalização, passam agora pela gestão da Way-262. Enquanto as intervenções necessárias não saem do papel, os moradores de Juatuba seguem dividindo espaço com as carretas em uma luta diária para evitar novas tragédias no trânsito.


