A Jovem Pan sofreu um prejuízo de R$ 175,3 mil após um funcionário cair em um golpe aplicado por telefone por um falso atendente bancário. O caso aconteceu em setembro de 2025, mas ganhou repercussão nesta semana após divulgação da coluna do jornalista Rogério Gentile, do portal UOL.
Segundo o processo, o criminoso permaneceu cerca de 40 minutos em ligação com o colaborador da emissora e conseguiu acesso às credenciais bancárias da empresa após induzir a vítima a acessar um link fraudulento. Com os dados, foram realizadas 18 transferências via Pix que somaram mais de R$ 175 mil.
Após identificar a fraude, a emissora acionou a Justiça contra o Bradesco alegando falha no sistema de segurança da instituição financeira. A empresa argumentou que as movimentações fora do padrão deveriam ter gerado alerta automático.
O banco negou responsabilidade e afirmou que o próprio funcionário forneceu os dados utilizados pelos golpistas. Em decisão de primeira instância, o Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que a responsabilidade foi exclusivamente da emissora.
Na sentença, a juíza Rossana Luiza de Faria destacou que os representantes da empresa acessaram voluntariamente o link enviado pelo criminoso e repassaram as informações necessárias para as transferências. Ainda cabe recurso da decisão.


