O comportamento da Geração Z segue chamando atenção de pesquisadores ao redor do mundo. Um novo levantamento apontou que muitos jovens estão passando mais tempo conectados às redes sociais do que investindo em relacionamentos amorosos e interações presenciais.
Segundo a pesquisa, aplicativos de vídeos curtos, plataformas digitais e redes sociais ocupam grande parte da rotina da nova geração. O hábito conhecido como “doomscrolling”, que consiste em passar horas rolando conteúdos no celular, já faz parte do cotidiano de milhões de jovens.
O estudo revelou que 44% da Geração Z passam mais de seis horas por dia no celular. Entre os millennials, o índice chega a 33%. O uso intenso das redes começa logo ao acordar e segue até momentos antes de dormir.
Outro dado que chamou atenção foi o impacto nas relações pessoais. Cerca de 39% dos jovens da Geração Z afirmaram que, em alguns momentos, preferem ficar nas redes sociais do que manter relações sexuais ou encontros presenciais.
Especialistas apontam que fatores como ansiedade social, insegurança emocional, busca por validação online e praticidade das interações digitais ajudam a explicar a mudança de comportamento.
Além disso, prioridades ligadas à carreira, saúde mental, estabilidade financeira e desenvolvimento pessoal também têm influenciado a forma como os jovens enxergam relacionamentos.
A pesquisa ainda mostrou consequências físicas e emocionais relacionadas ao excesso de tempo online, como insônia, dores de cabeça, fadiga e conflitos familiares.
O levantamento foi realizado pelo aplicativo de desenvolvimento pessoal RiseGuide, com 2 mil americanos.


