A Polícia Federal afastou, nesta terça-feira (19), um perito criminal federal suspeito de vazar informações sigilosas da Operação Compliance Zero, investigação que apura possíveis fraudes envolvendo o Banco Master.
A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Além do afastamento das funções públicas, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão contra o investigado.
Segundo apurações, o policial é suspeito de ter repassado documentos sigilosos à imprensa entre dezembro e janeiro. Entre os materiais vazados estariam informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
Investigadores também apuram o suposto vazamento de mensagens nas quais Vorcaro buscava contato com Moraes para saber sobre uma possível reversão de decisão judicial relacionada à sua prisão no ano passado.
De acordo com a PF, os dados compartilhados teriam sido obtidos durante análises técnicas de materiais apreendidos em fases anteriores da operação.
Em nota, o STF informou que as medidas possuem caráter instrumental para preservação das investigações e coleta de provas. A Corte ressaltou ainda que a apuração não tem como alvo jornalistas ou veículos de imprensa e que permanecem garantidos a liberdade jornalística e o sigilo da fonte.
A investigação ganhou força após o Intercept Brasil divulgar áudios e mensagens atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro em conversas com Daniel Vorcaro. Após a repercussão do caso, o senador Rogério Marinho teria solicitado providências ao ministro André Mendonça sobre os vazamentos.


