Para entender a escolha de Roscoe, que parece tão estranha, precisa analisar as falas de Flávio Bolsonaro de fevereiro e março, quando notícias davam que o deputado Nikolas Ferreira ameaçava migrar para o partido Novo, alegando desconforto dentro do PL de Minas.
Para ficar no partido, foi selado um acordo e Nikolas teve papel passado para fazer o que quiser em Minas.
Para que não houvesse dúvida na escolha de Roscoe, um tanto estranha, Nikolas gravou mensagem exibida no telão da convenção, ao lado de Roscoe e Domingos Sávio, apoiando Flávio, sem ter coragem de lançar Roscoe; contudo, deu o sinal de que ele seria o candidato escolhido por vontade do Nikolas.
Para deixar uma porta por onde fugir da responsabilidade, a culpa foi dada ao senador Rogério Marinho.
Este tem razões de gostar de Roscoe, pois o suplente do senador Marinho foi presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte e, em seguida, vice-presidente da CNI, em cujos quadros Roscoe tem lugar de destaque.
Dessa forma, as decisões que tratam do interesse genuinamente popular e dos destinos de 21 milhões de mineiros são tomadas à luz de interesses miúdos e de gente que, de Minas, não tem qualquer piedade.

