Um integrante da direção do Partido Missão teria sido identificado como responsável pelo registro que fez Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecer como filiado à legenda no sistema da Justiça Eleitoral. A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta sexta-feira (14).
O nome do dirigente teria sido repassado à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que devem apurar a alteração. Dados referentes ao acesso ao sistema também teriam sido identificados, incluindo informações sobre o local, o horário e o registro eletrônico da operação.
A apuração avalia se o caso pode se enquadrar no crime de inserção de dados falsos em sistema de informações, previsto no artigo 313-A do Código Penal. A legislação estabelece pena de até 12 anos de prisão e multa para a prática.
O Partido Missão contesta a autoria da filiação e afirma que não realizou o registro. A legenda sustenta que foi alvo de uma ação fraudulenta e que a própria estrutura interna identificou a alteração considerada irregular.


