Brasília não aceitou levar para a mesa de negociações comerciais com os Estados Unidos questões políticas e institucionais internas do Brasil. Com isso, ficou fora das tratativas uma exigência do governo de Donald Trump sobre a participação de “dissidentes políticos” nas eleições deste ano.
A condição fazia parte de uma lista de 21 demandas encaminhada por Washington em outubro do ano passado. Segundo o documento, revelado pelo O Estado de S. Paulo e confirmado pelo GLOBO, os EUA defendiam eleições “livres e justas” e pediam que o Brasil não restringisse “arbitrariamente” a participação desses grupos no processo eleitoral.
O termo “dissidentes políticos” é usado, em geral, para se referir a pessoas que se opõem ao governo ou à ordem política vigente.
A exigência não entrou nas negociações sobre o tarifaço. Na época, Trump vinculava as tarifas ao processo contra Jair Bolsonaro e a decisões do STF envolvendo plataformas digitais.
Mesmo com a exclusão dos temas políticos, as conversas comerciais continuaram. Posteriormente, o Brasil apresentou uma contraproposta indicando os assuntos que aceitava negociar.


