O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou, nesta quinta-feira (8), a análise do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. Ele foi eleito com mais de 25% dos votos, mas ainda aguarda uma definição judicial sobre a possibilidade de assumir o cargo.
O adiamento ocorreu em meio a dúvidas sobre os efeitos da cassação do mandato de Dallagnol como deputado federal. O ponto central é saber se a decisão também provocou sua inelegibilidade por oito anos ou se apenas determinou a perda do cargo parlamentar.
O ex-deputado sustenta que a cassação não resultou em inelegibilidade automática. Já o ministro Floriano de Azevedo Marques e outros integrantes do TSE entendem que ele não reúne condições para assumir o novo mandato.
Durante a campanha eleitoral, a candidatura enfrentou obstáculos. A campanha chegou a ser suspensa e, na véspera da votação, uma decisão determinou a anulação dos votos recebidos por Dallagnol. A medida foi suspensa pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, permitindo que ele participasse da eleição.
Nos bastidores, havia preocupação entre aliados de Dallagnol com a possibilidade de o tribunal invalidar seus votos, cenário que poderia dificultar ainda mais sua chegada ao Senado. A situação permanece indefinida até a conclusão do julgamento.
Teixeira também avaliou que o cenário político após as eleições, com o fortalecimento da direita e do bolsonarismo, poderia influenciar as articulações em torno do caso. Dallagnol foi eleito com apoio desse campo político. O analista acrescentou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial poderia ampliar o poder de negociação do ex-deputado para tentar garantir a posse.


