Com o objetivo de pacificar conflitos entre pais e mães separados ou em processo de separação, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Igarapé realizou, nos dias 03 e 04 de dezembro, oficinas de parentalidade.
As oficinas têm como objetivo oferecer um lugar de acolhimento para pais e mães que passam por conflitos relativos à ruptura da relação conjugal, além de auxiliar famílias que enfrentam processos de separação a lidar com a situação de forma saudável e amadurecida.
Durante as atividades, são abordadas também práticas de alienação parental e as formas de evitá-las, com o intuito de fornecer aos pais e mães mecanismos consensuais para lidarem com os desentendimentos e os próprios sentimentos.
Apoiada pela 3ª Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a ação foi promovida pelo Cejusc sob a supervisão do juiz coordenador da unidade na Comarca de Igarapé, Gustavo César Sant’Ana, e com o auxílio dos expositores Hudson Andrade Júnior, Karina de Cássia Vieira, Thalita Cristina Cunha de Lima e Vânia Alves Ramos.
As oficinas tiveram duração aproximada de 4 horas por dia. Participaram da iniciativa 23 pais e mães, além de oito outros participantes, entre expositores em formação e pessoas que queriam conhecer um pouco mais sobre a iniciativa. Observados os critérios de acessibilidade, as atividades ainda permitiram a participação de uma pessoa com deficiência auditiva, auxiliada por um intérprete.
Ao final dos trabalhos, os participantes puderam preencher um formulário de avaliação dos serviços e transmitiram à equipe do Cejusc vários feedbacks positivos, como “Apenas parabenizar sobre o acolhimento”; “Grande aprendizado, reflexão e pensar ainda mais nos direitos da minha filha”; “Trabalho muito bom, as explicações foram muito claras”; “Nenhuma reclamação, adorei a oficina super indico para pais e mães participarem”; “Significou muito, abriu a minha mente”.
O juiz coordenador do Cejusc de Igarapé, Gustavo César Sant’Ana, ressaltou a importância da ação. “A Comarca de Igarapé é referência e se destaca na realização de Oficinas de Parentalidade e de outras práticas no âmbito da Justiça Restaurativa, Mediação e Conciliação. No Poder Judiciário, é de suma importância propiciar um lugar de acolhimento de pais e mães que passam por conflitos relativos à ruptura da relação conjugal, pois, nestes momentos os genitores participantes, que muitas das vezes são partes em um processo judicial, podem solucionar o conflito oriundo da separação; situação que por vezes, uma decisão judicial, por mais bem fundamentada que seja, não é capaz de atingir tal objetivo”, salientou.
“As oficinas realizadas contaram com 31 participantes, um expressivo número, fato que evidencia a seriedade do trabalho realizado e sobretudo a confiança e credibilidade nos programas prestados pela Comarca de Igarapé”, acrescentou o magistrado.

