Na última sexta-feira (4), um jovem de 26 anos foi morto por um policial após sair do trabalho.
O policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida afirmou que foi abordado na Estrada Ecoturística de Parelheiros por suspeitos armados que, ao tentarem roubar sua moto, foram confrontados. O policial reagiu com disparos e, durante o conflito, o jovem foi atingido e faleceu no local.
Guilherme, o jovem baleado, era marceneiro e deixava o expediente por volta das 22h28. Ele estava indo em direção ao ponto de ônibus para retornar para casa. Segundo familiares, ele era um homem de Deus, trabalhador, bom filho e esposo. Ele e a esposa planejavam viajar para comemorar os dois anos de casamento e faziam tratamento para terem filhos.
A esposa do marceneiro afirma que ele foi assassinado a sangue-frio por ser negro.
Uma mulher que passava pelo local também foi atingida e socorrida.
O militar foi preso, mas saiu sob fiança e responderá em liberdade.
No boletim de ocorrência revisado, após amigos de Guilherme contatarem a Polícia Civil e apresentarem evidências de que ele estava saindo do trabalho no momento do incidente, ele deixou de ser considerado “suspeito” e passou a ser classificado como “vítima”.
De acordo com a Polícia Civil, com base nas primeiras provas, “Guilherme não fazia parte do grupo criminoso e se dirigia rapidamente ao ponto de ônibus, localizado a aproximadamente 50 metros do local onde foi baleado”.
O documento policial aponta que o militar “possivelmente confundiu Guilherme com um dos assaltantes que o abordaram” e que o disparo ocorreu devido a um erro de “identificação”.
A perícia segue investigando, e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está cuidando do caso.

