Nesta segunda-feira (5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou que poderá autorizar um novo ataque militar à Venezuela caso a presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o governo após a captura de Nicolás Maduro, não atenda às exigências de Washington.
A declaração ocorre em meio à crescente tensão entre os dois países depois da operação americana que, segundo autoridades dos EUA, teria resultado na prisão de Maduro no sábado (3).
Trump afirmou que os Estados Unidos estão “no comando” da situação venezuelana e que esperam cooperação da liderança interina em Caracas, sob pena de uma segunda ofensiva militar caso as demandas não sejam atendidas. Apesar disso, o presidente norte-americano também disse acreditar que não será necessário disparar outro ataque, mantendo a opção como forma de pressão.
A postura de Trump foi rechaçada por Delcy Rodríguez, que classificou a intervenção como uma violação da soberania venezuelana e afirmou que seu governo busca relações baseadas no respeito ao direito internacional, rejeitando qualquer condição de submissão.
A possibilidade de uma nova ofensiva se soma às discussões sobre os desdobramentos geopolíticos da operação americana na Venezuela, com líderes e analistas internacionais avaliando as potenciais consequências para a estabilidade da região.


