Bruno Cypriano rebate críticas sobre o IPREMB e afirma que o instituto cresceu 32% em sua gestão.
Após questionamentos envolvendo o Instituto de Previdência Social do Município de Betim (IPREMB), o ex-presidente Bruno Cypriano se manifestou e contestou as críticas relacionadas à sua administração.
Segundo ele, entre 2019 e 2024, o patrimônio líquido do instituto passou de R$ 1.219.089.023,86 para R$1.610.081.152,41, crescimento de 32,07%. De acordo com o ex-gestor, a ampliação ocorreu mesmo com aumento de cerca de 220% no número de segurados e beneficiários. Cypriano afastou-se da presidência do IPREMB em meados de 2024, deixando como legado uma sequência de 6 anos de superávit.
Sobre a suposta condenação mencionada no blog, é provisória, o processo continua em tramitação, Cypriano afirmou que a decisão foi direcionada ao instituto, em um processo trabalhista, e não a ele pessoalmente. Ele declarou ainda que foi citado na ação, mas quando tomou conhecimento já havia sentença, e que tentou ingressar como terceiro interessado para se defender, o que não foi permitido. Disse ainda que as mesmas acusações foram analisadas na Justiça comum, onde foi inocentado, e que procedimentos no Ministério Público foram arquivados. Bruno destaca que foi inocentado em todos os outros processos nos quais ele foi citado, o que demonstra sua ética e conduta ilibada.
Cypriano negou ter praticado assédio moral e afirmou que sempre atuou cumprindo a legislação e os regulamentos internos. Também atribuiu a repercussão do caso ao déficit de R$ 95 milhões divulgado recentemente, destacando que, segundo ele, durante sua gestão houve superávit.
O ex-presidente declarou estar tranquilo e afirmou que sua resposta será dada na Justiça. A manifestação ocorre em meio ao debate sobre a situação financeira do instituto e seus reflexos nas contas públicas de Betim.
“O que chama a atenção é que a reportagem publicada pelo blog que recebe recursos públicos de Betim parece ter o intuito de tirar o foco do déficit de mais de 95 milhões no ano de 2025 no IPREMB. Quais são os motivos que levaram a esse déficit no primeiro ano da gestão de Heron Guimarães: investimentos mal feitos?”, comentou Alberto Machado, comentarista político do grupo Line7.
“A falta de repasse dos valores deduzidos na folha de pagamento da prefeitura? Essas perguntas que a gestão do IPREMB e o prefeito devem aos servidores públicos e aos cidadãos, uma vez que esse déficit será sanado utilizando recursos públicos”, completou Alberto.
O ressarcimento deste déficit de 95 milhões poderá custar cortes em áreas como a Saúde, Educação, Assistência Social, Cultura e outras políticas públicas. Desta forma, a população espera respostas da gestão de Betim o mais breve possível.

