Uma nova linha de investigação foi aberta no caso da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, após peritos encontrarem um projétil alojado em seu crânio durante a análise do corpo, segundo informou o advogado da família. O corpo de Daiane foi achado em uma área de mata na região de Caldas Novas (GO) no dia 28 de janeiro, após 43 dias desaparecida.
O defensor da vítima, Plínio Mendonça, disse que ainda não há confirmação oficial da Polícia Técnico-Científica sobre o achado, já que os laudos periciais completos ainda não foram concluídos e liberados. Também foi apreendido um celular encontrado na tubulação de esgoto do condomínio onde Daiane morava, que passará por perícia para verificar se pertencia à corretora.
A Polícia Civil de Goiás segue investigando o caso. O síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, preso sob acusação de envolvimento no crime, indicou aos agentes o local onde o corpo foi deixado. A corporação considera esse gesto, embora não formalmente uma confissão, como uma admissão de participação no assassinato.
As investigações apontam que Daiane teria sido atraída para uma área do prédio após o síndico desligar a energia do seu apartamento, o que a obrigou a descer até o subsolo, onde foi abordada. A investigação levanta questionamentos sobre a dinâmica do crime e busca esclarecer onde o disparo que resultou na bala teria ocorrido, pois moradores relataram não ter ouvido tiro no dia do desaparecimento.
O filho do síndico também foi detido, sob suspeita de obstrução da investigação, após, segundo a polícia, tentar dificultar a coleta de provas pela substituição do aparelho celular do pai.


