O cantor Oruam permanece fora do alcance das autoridades um mês após a decretação de sua prisão preventiva. A decisão foi emitida em 3 de fevereiro pela 3ª Vara Criminal, que apontou 28 violações das regras de monitoramento eletrônico em um período de 43 dias como fundamento para a medida.
Paralelamente ao mandado de prisão, o artista passou à condição de réu em um processo que apura uma suposta tentativa de homicídio contra um delegado da Polícia Civil. O avanço da ação ocorreu após ele deixar de comparecer a compromissos judiciais e não informar endereço atualizado para intimações. A determinação judicial foi assinada pela magistrada Tula Corrêa de Melo.
Apesar da situação jurídica, o rapper mantém atividade nas redes sociais e lançou recentemente a faixa “Freestyle de um foragido”. No dia 1º de março, recebeu declarações públicas de apoio da noiva, Fernanda Valença, que comentou sobre o momento enfrentado pelo companheiro.
Uma nova etapa do processo está prevista para 31 de março, quando deverá ocorrer audiência para ouvir as partes envolvidas. Nessa sessão, a Justiça poderá analisar eventual reclassificação da acusação e decidir se o caso seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri.
O histórico recente de ocorrências policiais envolvendo o cantor inclui duas abordagens no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2025. Na primeira, no dia 20, ele foi autuado por direção perigosa durante uma blitz e liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 60 mil. Dias depois, em 26 de fevereiro, voltou a ser conduzido por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, sob suspeita de favorecer a permanência de um homem com pendências judiciais em sua residência. Após prestar esclarecimentos e assinar termo circunstanciado, foi liberado, alegando desconhecer a situação legal do indivíduo.


