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Presença militar dos EUA no Paraguai acende alerta geopolítico no Brasil

Acordo entre Washington e Assunção permite atuação temporária de tropas norte-americanas e gera preocupação em meio a tensões internacionais

Foto: Ejército Paraguayo / Reprodução Facebook
Foto: Ejército Paraguayo / Reprodução Facebook

A autorização para a presença de militares dos Estados Unidos no Paraguai passou a despertar atenção no governo brasileiro em meio ao atual cenário geopolítico internacional. O acordo entre os dois países foi aprovado pelo Congresso paraguaio e estabelece as bases legais para a atuação temporária de tropas norte-americanas em território do país vizinho.

O tema ganhou ainda mais destaque após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (9). Durante agenda no Palácio do Planalto, ele afirmou que o Brasil precisa ampliar sua capacidade de defesa e alertou que a falta de preparo militar pode abrir espaço para eventuais invasões estrangeiras.

O acordo firmado entre Washington e Assunção prevê cooperação em segurança, treinamentos conjuntos, troca de informações de inteligência e ações voltadas ao combate ao narcotráfico e ao crime organizado. O pacto estabelece regras para a presença de militares e civis ligados ao Departamento de Defesa norte-americano em atividades conjuntas com as forças paraguaias.

Segundo autoridades paraguaias, a cooperação não prevê a instalação de bases militares permanentes, mas cria o marco jurídico que permite a presença temporária de tropas e equipamentos para exercícios, missões humanitárias e operações conjuntas.

Nos últimos anos, a parceria entre os dois países tem se ampliado com programas de treinamento militar, intercâmbio de informações e investimentos em segurança regional. A intensificação dessa cooperação ocorre em um contexto internacional marcado por conflitos e disputas estratégicas.

O cenário também envolve articulações políticas na região. O presidente paraguaio Santiago Peña tem defendido maior integração em segurança com aliados regionais, contando com apoio de lideranças como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, em iniciativas voltadas ao combate ao crime organizado transnacional.

crédito: BBC Geral

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

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