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PF mira esquema de “títulos podres” e apura fraude milionária contra cofres públicos

Operações cumpriram mandados em Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão nesta quinta-feira (7)

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou nesta quinta-feira (7) as operações Títulos Podres e Consulesa (fase 2), com foco no combate a um esquema de fraudes tributárias milionárias.

Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como “títulos podres”, para compensar indevidamente tributos federais. O grupo atuava por meio de escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada.

As apurações apontam envolvimento de empresas, prefeituras e servidores públicos em crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes fiscais, causando prejuízos milionários aos cofres públicos.

Ao todo, cerca de 215 policiais federais e 43 servidores da Receita Federal participaram das ações.

Na operação Consulesa, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Os desvios investigados chegam a R$ 670 milhões.

Já a operação Títulos Podres cumpre 40 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão. Segundo a investigação, o prejuízo estimado é de R$ 100 milhões.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em bens e valores para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

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