A Marcha da Maconha reuniu manifestantes neste sábado (23) no Centro de Belo Horizonte. Durante o ato, os participantes levaram uma réplica de “cigarro gigante”, utilizada como símbolo em defesa da legalização da cannabis.
A concentração começou na Praça da Estação, de onde os manifestantes seguiram pela Avenida Afonso Pena até a Praça Sete. O protesto provocou o fechamento temporário de algumas das principais vias da capital mineira.
A marcha foi acompanhada por agentes da BHTrans, responsáveis pelo monitoramento do trânsito e pelas intervenções viárias durante o percurso.
Os participantes também protestaram contra o projeto aprovado em segundo turno pela Câmara Municipal de Belo Horizonte que prevê multa de R$ 1.500 para pessoas flagradas consumindo ou portando drogas em espaços públicos.
A proposta considera como áreas públicas locais como ruas, praças, ciclovias, repartições públicas e campos de futebol. O texto ainda precisa ser sancionado pela prefeitura para entrar em vigor.
Entre os cartazes exibidos no ato, um dos que mais chamou atenção trazia a frase: “Nem crime, nem doença. É só uma planta”.
Em junho de (2024), o Supremo Tribunal Federal decidiu que o porte de maconha para consumo pessoal não configura crime, passando a ser tratado como infração administrativa, sem consequências penais. Segundo o entendimento da Corte, é considerado usuário quem portar até 40 gramas de cannabis ou até seis plantas-fêmeas para uso próprio.


