Um homem, de 40 anos, motorista de aplicativo, foi preso preventivamente, na quarta-feira (20/5), pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), no bairro São Lucas, em Belo Horizonte. Ele é investigado por abusar sexualmente de uma passageira durante a corrida solicitada pela vítima, de 25 anos, e um amigo, em 18 de fevereiro deste ano.
A investigação é da Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual (DECVS) de Belo Horizonte, que instaurou o inquérito policial com o registro da denúncia e representou pela prisão preventiva do suspeito, cujo mandado foi cumprido pela equipe.
Segundo relato da vítima, ela e um amigo solicitaram uma corrida por aplicativo e depois que ele ficou na residência dele, ficou sozinha no veículo com o motorista.
Para a delegada Larissa Mascotte, responsável pela investigação, a corrida iniciou no bairro Alto Caiçaras, e depois de deixar o amigo da vítima em casa andou 260 metros para iniciar o crime durante o trajeto. “A jovem e o amigo haviam combinado de solicitar um novo carro por aplicativo até o destino dela, porém o autor insistiu em realizar o trajeto pelo valor de R$10”, informou a delegada ao complementar que durante o percurso o motorista alegou problemas no sinal de internet e pediu para que a vítima passasse para o banco dianteiro sob a justificativa de que ela pudesse indicar melhor o trajeto. “No caminho, o autor passou a constrangê-la, beijando-a à força e chegou a expor o órgão genital. A vítima narrou que em determinado momento o homem parou o veículo e continuou as investidas, colocando a mão por baixo do short da jovem, acariciando-as nas partes íntimas, ao mesmo tempo que a imobilizou segurando a mão dela”, registrou.
A vítima ainda disse à Polícia Civil que conseguiu se desvencilhar do suspeito e desceu do veículo chorando, acessou o aparelho celular e solicitou uma nova corrida por aplicativo, momento em que gravou o diálogo com o motorista. “O autor tentou convencê-la a retornar para o automóvel, mas um motociclista, acionado pelo aplicativo, chegou ao local e prestou socorro à vítima, momento em que o investigado fugiu”, considerou a delegada.
Mascotte ressaltou que diante da gravidade do crime e do perigo que configura a liberdade do suspeito, representou pela prisão preventiva dele.
As investigações prosseguem com o investigado no sistema prisional. Com passagens por lesão, desacato e tentativa de homicídio, ele será formalmente ouvido e o inquérito policial concluído no prazo legal.


